IA · 14 de setembro de 2026

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Ministério da Justiça dos Estados Unidos investiga aquisição de talentos da Groq pela Nvidia

A glowing microchip on a green circuit board
Brecht Corbeel / Unsplash

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos iniciou uma investigação antitruste sobre o acordo de licenciamento de tecnologia e contratação de pessoal firmado entre a Nvidia e a Groq. A transação, avaliada em 20000000000 dólares, foi concluída no final do ano anterior e envolveu a aquisição de direitos sobre aceleradores de inteligência artificial e a transferência de membros-chave da equipe de engenharia da startup.

A Nvidia descreve o acordo como um exemplo de sucesso do sistema americano, argumentando que a lei foi desenhada para incentivar o ecossistema de startups e promover a inovação. A empresa afirma que a transação beneficia consumidores e recompensa empreendedores, embora a estrutura da operação tenha sido criticada por ter sido arquitetada para evitar a atenção dos reguladores. A investigação busca determinar se a contratação em massa de talentos e o licenciamento de tecnologia causaram danos à concorrência no mercado.

A Groq desenvolveu aceleradores baseados em memória SRAM para acelerar a inferência de modelos de linguagem, alcançando milhares de tokens por segundo. A tecnologia da startup, conhecida como LPU, oferecia velocidades superiores às das GPUs da Nvidia, embora com menor capacidade de processamento em massa. A Nvidia integrou esses aceleradores em seus racks LPX, anunciados em março, que utilizam 256 unidades do chip Groq-3. O CEO da Nvidia, Jensen Huang, prometeu que a combinação desses aceleradores com os racks de GPUs Vera Rubin entregaria desempenho otimizado para cargas de trabalho de inferência.

Mesmo que os reguladores determinem o desfazimento do acordo, a Nvidia mantém sua infraestrutura de ecossistema aberta. A empresa contribuiu com seus designs de racks MGX para o Projeto de Computação Aberta, permitindo que outros fabricantes de chips utilizem a estrutura. Além disso, a Nvidia abriu sua tecnologia de interconexão de alta velocidade, chamada NVLink Fusion, para a indústria por meio de um esquema de licenciamento. Isso permite que qualquer fabricante de chips que licenciar a tecnologia insira seus designs diretamente nos racks da Nvidia.

A concorrência no setor de computação desfragmentada é intensa. A Cerebras está construindo sistemas semelhantes em parceria com a AWS e a AMD, enquanto a SambaNova trabalha com a Intel. A d-Matrix combina sua plataforma de computação em memória com GPUs da Nvidia para alcançar objetivos semelhantes aos dos racks LPX. Se o acordo for desfeito, a Groq se juntaria a uma lista crescente de parceiros de hardware que projetam soluções em torno do ecossistema de fábricas de inteligência artificial da Nvidia, garantindo que alternativas estejam prontas para preencher o espaço deixado pela tecnologia original.