Dados · 14 de outubro de 2026
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Avaliação global alerta para extinção da humanidade até 2100
Um novo relatório global advertiu sobre a possibilidade de extinção da humanidade até 2100 devido ao uso malicioso do inteligência artificial ou ao início de uma guerra nuclear. Esses dois riscos estão no topo de uma lista que inclui 17 ameaças principais à saúde e bem-estar humano nos próximos 75 anos.
A lista foi elaborada pela Comissão de "Riscos Globais à Saúde no Século XXI", vinculada à revista médica "The Lancet", e inclui também a crise climática, a diminuição da ajuda internacional, a desnutrição infantil, a poluição do ar, a resistência a antibióticos, além de conflitos armados, desigualdade de renda e deterioração da saúde mental.
O relatório destacou que o uso malicioso do inteligência artificial, incluindo o desenvolvimento de armas biológicas, e a guerra nuclear, que poderia desencadear uma fome nuclear, representam riscos que podem levar à extinção da humanidade nas próximas décadas, embora as chances de tais cenários estejam diminuindo.
Os especialistas alertaram que uma guerra nuclear poderia liberar grandes quantidades de partículas na atmosfera, bloqueando a luz solar e resultando em colapso da produção alimentar e fome em larga escala. Além disso, a inteligência artificial poderia facilitar o desenvolvimento de armas biológicas capaz de causar danos catastróficos.
Além dos riscos associados ao inteligência artificial e conflitos nucleares, os especialistas identificaram outras ameaças que poderiam causar desastres de saúde, como poluição do ar, resistência a antibióticos, desnutrição infantil, mudanças climáticas e conflitos tradicionais. O relatório também mencionou o aumento do consumo de álcool, hipertensão, desigualdade de renda, baixos níveis educacionais, epidemias naturais, obesidade, transtornos de saúde mental e tabagismo.
Os pesquisadores enfatizaram que a inclusão desses riscos não se baseou apenas no potencial de danos, mas também na disponibilidade de soluções práticas para mitigar seus efeitos. A comissão, composta por 35 especialistas, planeja apresentar os resultados da avaliação na Cúpula de Saúde Global em Berlim, na Alemanha, e atualizar anualmente as ameaças identificadas, incorporando novos dados e riscos emergentes.