Segurança · 23 de outubro de 2026
Grupos de ransomware exploram falha crítica para contornar autenticação multifator em redes corporativas
Grupos criminosos especializados em ransomware estão explorando ativamente uma vulnerabilidade de segurança já corrigida em produtos de rede corporativa para obter acesso não autorizado e contornar controles de autenticação multifator. A atividade maliciosa visa especificamente sistemas de gerenciamento de rede e soluções de acesso seguro, permitindo que invasores estabeleçam conexões virtuais privadas sem credenciais válidas.
A falha técnica, identificada como CVE-2026-0257, possui uma pontuação de severidade de 7,8 na escala comum de pontuação de vulnerabilidades e foi originalmente corrigida pela fabricante em maio de 2026. Apesar da disponibilidade do reparo, a agência de cibersegurança dos Estados Unidos adicionou o defeito ao seu catálogo de vulnerabilidades exploradas conhecidas em 13 de maio de 2026, indicando uso ativo por agentes de ameaças. Pesquisadores de segurança relatam que operadores de ransomware, incluindo grupos conhecidos como Qilin e INC, estão utilizando essa brecha para ganhar uma posição inicial em redes corporativas.
Após estabelecerem uma sessão de rede virtual privada, os invasores executam atividades pós-comprometimento que visam diretamente a camada de virtualização da infraestrutura. Em casos documentados, os atacantes moveram-se do gateway comprometido para appliances de gerenciamento centralizado, onde desativaram controles de segurança em hipervisores e utilizaram ferramentas personalizadas para extrair credenciais diretamente de discos virtuais de controladores de domínio. Essa técnica permite obter credenciais em todo o domínio enquanto contorna proteções de detecção e resposta instaladas nos sistemas convidados.
Os ataques observados afetaram uma ampla variedade de setores, incluindo educação, serviços financeiros, saúde, alta tecnologia, hospitalidade, manufatura, serviços profissionais e jurídicos, governo, transporte e logística, utilidades e energia, e varejo. Além disso, os grupos criminosos foram observados combinando esse método de acesso inicial com outras ferramentas de exploração, incluindo esforços para atingir infraestrutura de backup ao abusar de falhas conhecidas anteriores para causar danos máximos. A fabricante recomenda que as organizações apliquem as correções mais recentes, busquem proativamente por indicadores de comprometimento e iniciem protocolos apropriados de resposta a incidentes caso detectem eventos de conexão bem-sucedidos no gateway.