Dados · 22 de setembro de 2026
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Inteligência artificial transforma internet em biblioteca de Babel
Uma análise recente sugere que a internet está se aproximando de um estado semelhante ao conceito de uma "biblioteca de Babel", que foi introduzido pelo escritor argentino em 1941. A ideia é que, assim como na biblioteca descrita, onde estão todas as combinações possíveis de textos, a internet atualmente apresenta um excesso de informações repetitivas e homogêneas, muitas vezes geradas por modelos de inteligência artificial.
A comparação é feita em relação ao aumento do número de páginas na web, onde a maioria dos conteúdos parece derivar de um mesmo conjunto de dados, resultando em informações que podem não ter um sentido verdadeiro. O autor argumenta que a inteligência artificial, ao processar textos, transforma toda a informação em tokens, onde o significado é atribuído pelos humanos, e isso pode levar a um resultado que não representa a diversidade de pensamentos e ideias que a humanidade possui.
Além disso, a análise menciona que, enquanto ferramentas como ChatGPT e outros modelos de linguagem não são exatamente uma biblioteca de Babel, eles se aproximam dela, uma vez que oferecem respostas que podem ser convincentes, mas que não são sempre precisas ou verdadeiras. Os erros desses sistemas são muitas vezes menos previsíveis do que os de ferramentas tradicionais, como calculadoras.
Um ponto de preocupação destacado é a confiança que os usuários depositam nas informações fornecidas por esses sistemas. A falta de verificação de fatos e a possibilidade de os modelos gerarem respostas incorretas tornam a situação mais complexa. A OpenAI já havia alertado sobre a possibilidade de suas ferramentas fornecerem respostas que, embora pareçam plausíveis, podem ser erradas ou sem sentido.
Por fim, a análise traz dados de um estudo de maio de 2025, onde foi observado que 74,2% das novas páginas em inglês continham marcas de geração por inteligência artificial, com apenas 2,5% sendo totalmente geradas por máquinas e 25,8% por humanos. O restante, 71,7%, é composto por uma mistura de contribuições humanas e de IA.