Segurança · 20 de setembro de 2026
Cisco corrige mais uma falha zero‑dia de alta gravidade
Cisco divulgou nesta quarta‑feira (17) uma falha crítica na plataforma Identity Services Engine (ISE) que permite bypass de autenticação e execução remota de comandos com privilégios de administrador. A vulnerabilidade, identificada como CVE‑2026‑76460, recebeu pontuação CVSS de 10,0, o máximo do sistema, e já está sendo explorada ativamente por atacantes não autenticados. A exploração não requer credenciais nem interação do usuário, podendo comprometer qualquer versão vulnerável do ISE ou do Passive Identity Connector (ISE‑PIC), independentemente das configurações adotadas.
A falha reside em um ponto final de API da solução de controle de acesso à rede da Cisco. Um atacante pode enviar uma requisição especialmente elaborada para contornar a interface de gerenciamento baseada em web, obtendo acesso de root e, assim, removendo ou ocultando vestígios de invasão. A Cisco alertou que tal acesso pode dificultar a investigação de incidentes, pois permite apagar rastros de atividade maliciosa.
Em resposta, a equipe de resposta a incidentes de segurança da Cisco recomenda que administradores revisem os logs de acesso à ISE em busca de nomes de usuário suspeitos em todos os nós de um deployment distribuído e analisem logs de rede e firewall que estejam fora do dispositivo afetado para identificar uploads ou downloads inesperados. Caso haja indícios de exploração, a prática recomendada é reimager os nós comprometidos e restaurar suas configurações a partir de backups, se necessário. Não há workaround permanente; entretanto, políticas de acesso de infraestrutura podem ser temporariamente aplicadas para restringir tráfego de gerenciamento e plano de controle nas máquinas vulneráveis.
Os patches corretivos já estão disponíveis nas versões 3.1 Patch 12, 3.2 Patch 11, 3.3 Patch 12, 3.4 Patch 7 e 3.5 Patch 4. O ISE 3.0 chegou ao fim da manutenção, exigindo migração para versões suportadas. A Cisco ainda não divulgou detalhes sobre quem está explorando a vulnerabilidade, a duração dos ataques ou as ações realizadas pelos invasores após o acesso. A empresa acrescentou a falha ao catálogo de vulnerabilidades exploradas ativamente da CISA, reforçando a urgência da correção.