Segurança · 30 de outubro de 2026

Atualização de segurança da Microsoft de outubro corrige mais de 1.400 vulnerabilidades

a close up of a computer screen with numbers on it
Alexander Sinn / Unsplash

A Microsoft lançou sua atualização mensal de segurança de outubro, que corrige 1.415 vulnerabilidades em diversos de seus produtos.

Uma vulnerabilidade afetando o Windows Shell foi explorada ativamente. A falha, identificada como CVE-2026-96951, permite a injeção de elementos especiais no Windows Shell, o que possibilita que um invasor não autorizado ignore defesas de segurança, especificamente as defesas de Marca da Web, através de uma rede. A Microsoft indica que um vetor de ataque potencial envolve e-mails ou mensagens instantâneas com arquivos maliciosos. Para ter sucesso, o invasor precisaria convencer o usuário a clicar em um link para um site externo ou abrir um anexo malicioso, pois não há como forçar a visualização do conteúdo controlado pelo invasor.

No total, 85 vulnerabilidades foram classificadas como críticas. Os produtos afetados abrangem o sistema operacional Windows, Office, Exchange.NET e Edge, além de componentes potencialmente afetados no Hyper-V e Azure. Sobre o .NET Framework, a vulnerabilidade CVE-2026-108398, que permite ignorar um recurso de segurança, foi divulgada publicamente antes da atualização, embora a Microsoft afirme que não há evidências de exploração até o momento.

Alguns usuários relataram problemas após a aplicação das correções. Um relato indica que a atualização KB5127648 causou a interrupção do Wi-Fi WPA-Enterprise, problema que foi resolvido com a desinstalação da atualização. Outro usuário informou que a atualização interrompeu a VPN IPSec em alguns computadores portáteis, impedindo a conexão de colegas de trabalho.

Especialistas alertam que o grande volume de correções pode dificultar a priorização de falhas críticas, como execuções remotas de código pré-autenticação ou vulnerabilidades do tipo verme. Há recomendações para priorizar falhas com severidade superior a 9,0 e realizar a implementação em etapas para monitorar possíveis regressões. Além disso, observa-se que o aumento no número de vulnerabilidades identificadas, possivelmente impulsionado pelo uso de agentes de inteligência artificial, aumenta a carga de trabalho das equipes de segurança corporativa, que precisam testar as atualizações antes da implantação na rede.