Segurança · 13 de setembro de 2026

Ataques cibernéticos a empresas na Polônia aumentam 10 por cento no ano

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Sheldon Kennedy / Unsplash

O número médio semanal de ataques cibernéticos contra empresas e instituições na Polônia subiu para 2 mil, representando um aumento de 10 por cento em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados da Check Point Research. O setor governamental é o mais visado no país, com mais de 4 mil ataques, seguido pelo setor energético, com 1994, e pelo setor de serviços de negócios, com aproximadamente 1800. A média europeia de ameaças cresceu 28 por cento no ano, com 2155 ataques semanais por organização, a maior taxa de crescimento global. No mundo, o número de ataques saltou 22 por cento em agosto, totalizando 2422 incidentes semanais por organização, com destaque para o aumento de ataques de ransomware e o uso de inteligência artificial e phishing. Globalmente, a educação lidera com 5354 ataques semanais por organização, seguida por instituições governamentais, com 3067, e pelo setor hoteleiro e turístico, com 3056. O setor público polonês enfrenta riscos elevados, em parte devido a hackers russos, e seus sistemas de segurança são frequentemente inferiores aos das empresas privadas.

A Check Point Research alerta para o aumento do perigo de e-mails maliciosos, com 0,89 por cento das mensagens classificadas como phishing. Desses, 72 por cento continham links perigosos e 14 por cento anexos maliciosos. Organizações sem fins lucrativos e o setor de construção e engenharia são os mais ameaçados globalmente, com 1,87 e 1,74 por cento de mensagens maliciosas, respectivamente. Em agosto, foram registrados 1042 ataques de ransomware divulgados publicamente, quase o dobro do ano anterior e 8 por cento a mais que em julho. A Europa concentrou 27 por cento desses incidentes, com Alemanha e Itália à frente. Os alvos mais frequentes foram serviços de negócios, com 36 por cento, produção industrial, com 13 por cento, e bens de consumo e serviços, com 12 por cento. Os ataques de ransomware estão se tornando mais direcionados a indivíduos específicos dentro das empresas. O uso de inteligência artificial generativa também apresenta riscos, com 86 por cento das organizações que a utilizam regularmente relatando incidentes de inserção de dados sensíveis.

O setor de saúde e medicina registra a maior taxa de consultas de alto risco, com 4 por cento, seguido pelo setor de software, com 3,6 por cento, e serviços de negócios, com 3,5 por cento. As informações mais frequentemente expostas incluem infraestrutura de rede e tecnologia da informação, dados financeiros, questões legais e regulatórias, dados de funcionários e dados pessoais. Especialistas recomendam uma estratégia preventiva que combine visibilidade, automação e controle sobre rede, nuvem, e-mail e ferramentas de inteligência artificial para enfrentar o crescimento simultâneo de ransomware, phishing e vazias de dados.