Segurança · 18 de setembro de 2026

Aceleração da inteligência artificial reduz tempo entre divulgação e exploração de vulnerabilidades

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Benjamin Child / Unsplash

A resposta a vulnerabilidades de segurança está enfrentando mudanças drásticas devido ao uso de inteligência artificial para acelerar a descoberta de falhas. No ano passado, o tempo médio entre a divulgação de uma vulnerabilidade e a sua exploração era de 21,5 dias, mas esse intervalo agora é medido em horas.

Um exemplo recente ocorreu com os produtos PaperCut NG e MF. Em 27 de agosto, a PaperCut emitiu um aviso urgente informando que invasores já estavam explorando servidores, mesmo sem a existência de um código de vulnerabilidade comum, um exploit ou uma correção disponível. A primeira correção de emergência foi lançada um dia depois, porém foi superada no mesmo dia. Uma terceira correção foi disponibilizada apenas em 1º de setembro.

Durante seis dias, os clientes ficaram sem uma correção eficaz ou um exploit para realizar testes, enquanto os ataques continuavam ocorrendo. Esse cenário demonstra que a dependência de correções de software ou de exploits públicos para validar a exposição de ativos pode ser insuficiente.

Para enfrentar essa realidade, a abordagem sugerida é a simulação de cadeias de ataque. Em vez de esperar por um payload específico, as equipes de segurança podem mapear a vulnerabilidade para técnicas conhecidas, como entrega, execução, escalonamento de privilégios, injeção e acesso a credenciais. Essas técnicas podem ser simuladas contra controles de segurança ativos, como firewalls de próxima geração, firewalls de aplicação web, endurecimento de endpoints, detecção e resposta de endpoints e gerenciamento de eventos e informações de segurança.

Essa metodologia permite que a pergunta sobre a explorabilidade de um ativo seja respondida dez minutos após a divulgação da falha. Ao identificar lacunas nos controles, as equipes podem criar regras de detecção e prevenção, fechando a cadeia de ataque antes mesmo que um exploit funcional seja publicado. Além disso, a simulação de campanhas completas, incluindo movimentação lateral e persistência, permite validar a resiliência da infraestrutura contra adversários específicos.